Sondagem “AngoBarómetro” indica que Adalberto Costa Júnior está com mais popularidade em relação a João Lourenço.

 Sondagem “AngoBarómetro” indica que Adalberto Costa Júnior está com mais popularidade em relação a João Lourenço.

O Presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior supera em termos de popularidade, obtendo 40% de votos, liderando assim a lista da sondagem online efectuada pela equipa de AngoBarómetro numa amostra representativa de 1.050 participantes, no período compreendido entre os dias 28 de Janeiro a 14 de Fevereiro, superando assim o segundo melhor classificado de dois pontos percentuais.

Em segundo lugar está classificado o líder do MPLA, João Manuel Lourenço com 38 por cento, enquanto Abel Epalanga Chivukuvuku ocupa a terceira posição com 17 por cento dos votos expressos. Lucas Ngonda da FNLA assim como Benedito Daniel do PRS obtiveram cada um dois por cento e André Mendes de Carvalho, ex-líder da CASA-CE foi último classificado com um por cento.

Na opinião dos pesquisadores, três factores podem justificar os maus resultados do líder do maior partido político angolano, João M. Lourenço, nomeadamente a situação económica e social em que se encontra o País, a saturação de uma longa governação e os acontecimentos de Cafunfo, reprovados pela Igreja Católica e outros sectores da sociedade civil angolana.

De acordo com AngoBarómetro, o líder do Galo Negro teria beneficiado de um efeito de solidariedade, atendendo o discurso musculado de tendência radical de extrema direita do BP do Comité Central do MPLA nos acontecimentos de Cafunfo, qualificando-o de “estrangeiro”. Um discurso perigoso e comparável aos dos partidos extremistas de direita na Europa e noutras geografias nas Américas.

Relativamente à preferência partidária, surpreendentemente a UNITA obteve a maioria absoluta de votos expressos com 50,59 por cento, ultrapassando assim o MPLA de treze (13) pontos percentuais. O Partido que sustenta o Governo em Angola obteve 37,65 por cento. A CASA- CE foi confirmada como a terceira força política de Angola com 6,47%, o PRS com 3,53 por cento e a FNLA com 1,76 por cento.

A saturação de uma longa governação do MPLA, a situação social catastrófica caracterizada pelas desigualdades sociais, elevados custos de vida e assimetrias regionais acentuadas podem ser apontados como factores determinantes da impopularidade do Partido no poder em Angola.

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